sábado, 26 de maio de 2012

Alegando ter perdido relógio, homem invade "chafariz de vinho"

Homem entra no chafariz da Praça Dante Alighieri em Caxias do Sul

Cena atraiu dezenas de curiosos na tarde desta sexta-feira


Homem entra no chafariz da Praça Dante Alighieri em Caxias do Sul Maicon Damasceno /
Homem alegava ter perdido relógio Foto: Maicon Damasceno
Uma cena inusitada parou a Praça Dante Alighieri, em Caxias do Sul, na tarde desta sexta-feira. Alegando ter perdido um relógio de pulso, um homem entrou no chafariz, atraindo a atenção de dezenas de pessoas.

Aglomerados ao redor do chafariz, os curiosos acompanharam o desenrolar da história por quase duas horas. Conhecido por Raul, pela semelhança com o cantor Raul Seixas, o homem foi imobilizado por seis servidores da Guarda Municipal (segunda foto) após a chegada de uma ambulância do Samu.

Fotos: Maicon Damasceno
Ele aparentava estar em surto psicótico. De acordo com o guarda municipal João Carlos Cardoso, ele seria levado ao Postão 24 Horas para avaliação.

Funcionária de uma clínica dentária na quadra da Avenida Júlio de Castilhos em frente à praça, a promotora de vendas Catiane Lorandi, 45, diz que Raul é personagem conhecido das redondezas:

— Ele sempre está circulando pela praça, mas nunca foi agressivo. Está sempre fazendo gozação com alguma coisa.

Colorido de vinho para lembrar o dia nacional da bebida, o chafariz precisou ser desligado minutos depois de o homem entrar na água. Conforme um funcionário da prefeitura que faz a manutenção do ponto, o homem estaria tentando arrancar uma das lâmpadas submersas e corria o risco de ser eletrocutado. 
Fonte: www.opioneiro.com.br

Ataques do regime sírio em 24 horas mataram ao menos 90, diz OSDH

Ataques do regime sírio em 24 horas mataram ao menos 90, diz OSDH

Observatório Sírio de Direitos Humanos, da oposição, denuncia ofensiva.
Cerca de 25 dos mortos em Hula seriam menores; vídeo mostrou corpos.

Do G1, com agências internacionais
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A ofensiva do regime sírio sobre a cidade de Hula, na província central de Homs, já deixou pelo menos 90 mortos, segundo informaram neste sábado (26) os grupos da oposição síria.
Em comunicado, o Observatório Sírio de Direitos Humanos (ODSH) assinalou que 25 dos 90 falecidos nos ataques das últimas 24 horas são menores de idade.
Grupos de ativistas postaram vídeos na internet, cuja autenticidade não pôde ser verificada, mostrando um quarto com os corpos de mais de uma dezena de crianças que teriam morrido em Hula. Mais tarde, a TV estatal veiculou as mesmas imagens afirmando que se tratavam de vítimas de um ataque "terrorista", e não comandado pelo governo.
Corpos de vítimas dos ataques nas últimas 24 horas são vistos em Houla (Foto: Reuters/Shaam News Network)Corpos de vítimas dos ataques nas últimas 24 horas são vistos em Hula (Foto: Reuters/Shaam News Network)
Nas últimas horas, dezenas de residentes do bairro de Teldo, nessa mesma cidade, começaram a deixar suas casas e partiram rumo ao campo depois de as forças armadas terem retomado os disparos com metralhadoras pesadas.
Para os Comitês, a última ação sobre Hula, que viveu grandes manifestações contra o presidente Bashar al-Assad no dia anterior, é "um sinal da perda de autocontrole" do regime.
"Lamentamos a aparente cegueira da comunidade internacional perante o derramamento de sangue, e acreditamos que o Conselho de Segurança da ONU tem responsabilidade devido a sua incapacidade de proteger os civis", assinalaram os Comitês em comunicado, no qual convocaram a população a um luto nacional de três dias.
"O Conselho Nacional Sírio urge que o Conselho de Segurança da ONU chame uma reunião de emergência (...) para determinar a responsabilidade das Nações Unidas em face dos homicídios em massa", disse Bassma Kodmani, porta-voz do conselho.
A violência persiste no país, apesar da presença dos observadores internacionais encarregados de verificar o cumprimento do plano de paz do mediador internacional Kofi Annan, que estabelece o fim das hostilidades entre as partes.
De acordo com dados da ONU, desde março de 2011, mais de 12 mil pessoas morreram na Síria devido à violência, cerca 230 mil se tornaram refugiadas internas e mais de 60 mil procuraram abrigo em países limítrofes, como Turquia e Líbano.
Fonte: www.globo.com

Armado com rifle, atirador abre fogo na Finlândia e mata 2 pessoas

Ataque ocorreu na cidade de Hyvinkaa e atingiu nove pessoas.
Sete feridos foram internados, uma menina em estado grave.

Do G1, com agências internacionais
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Um rapaz de 18 anos armado abriu fogo a partir de um telhado na cidade de Hyvinkaa, na Finlândia, a 50 quilômetros da capital Helsinque, na madrugada deste sábado (26). Ele matou duas pessoas, sendo um homem e uma jovem também de 18 anos, e feriu outras sete, segundo as agências de notícias.
Entre os feridos há outra jovem, de 23 anos, em estado grave, e um policial.
Um policial recupera num telhado a arma do atirador. (Foto: Lehtikuva / Jussi Nukari / AP Photo)Um policial recupera num telhado a arma do atirador. (Foto: Lehtikuva / Jussi Nukari / AP Photo)
O atirador se posicionou em um telhado de um centro comercial para realizar o ataque, que ocorreu perto das 2 horas da manhã, horário local, numa área de bares e restaurantes da cidade. De acordo com a polícia, parece se tratar de disparos aleatórios.
Corpo coberto com um lençol. Vítima seria uma mulher. (Foto: Lehtikuva / Sari Gustafsson / AP Photo)Corpo coberto com um lençol. Vítima seria uma mulher. (Foto: Lehtikuva / Sari Gustafsson / AP Photo)
No momento do tiroteio ele vestiu um uniforme de combate. Em um primeiro momento, o homem conseguiu fugir, mas foi detido cerca de cinco horas depois. De acordo com o detetive responsável Markku Tuominen, ele não resistiu à prisão. "Encontramos o rapaz com duas armas... incluindo um rifle de caça," disse Tuominen, acrescentando que a polícia não sabe ainda de possíveis motivações. 
Policiais guardam área em Hyvinkaa, na Finlândia, onde um atirador matou uma pessoa e feriu outras oito. (Foto: Lehtikuva / Sari Gustafsson / AP Photo)Policiais guardam área em Hyvinkaa, na Finlândia, onde um atirador matou uma pessoa e feriu outras oito. (Foto: Lehtikuva / Sari Gustafsson / AP Photo)
Situações como a dessa madrugada não são incomuns na Finlândia, um país de 5,4 milhões de pessoas e com uma forte tradição de caça, onde cerca de 650 mil pessoas oficialmente possuem armas. Nos últimos anos, houve dois atiradores em escolas.
Fonte: www.globo.com

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Pelos alunos e pelos professores

Ok, admito que adoro o meu trabalho... Já trabalhei muito de graça e não meço esforços para ver as coisas funcionando na minha escola. Faço mais do que a minha parte e tenho orgulho em ver meu trabalho reconhecido. Acima de tudo, a minha vitória está na superação dos meus alunos e das situações enfrentadas na escola da qual faço parte.

Mas a qualidade do meu trabalho depende de um conjunto de fatores que estão além dos meus esforços individuais. Eu posso esgotar minhas possibilidades de atuação e ainda será pouco. O sistema de ensino público é um gigante que anda torto. As prioridades estão camufladas em políticas que fecham os olhos para os passos históricos da educação no Brasil. Os municipios dão continuidade a uma política nacional torpe que valoriza a farsa dos índices e fecha os olhos para a pobreza do ensino que estamos oferecendo para as futuras gerações.

Acompanhamos todos os dias os avanços políticos e econômicos do nosso país; comemoramos os barris de petróleo que virão e as cadeiras na ONU que teremos; aplaudimos a diminuição da miséria e o aumento da nossa classe média; nos emocionamos com o espaço na mídia internacional e as inovações que saem daqui...

Quando o crescimento brasileiro vai chegar na educação? Quando os profissionais deste setor tão importante para que tudo fosse conquistado vai ser reconhecido? Quando encontraremos os melhores profissionais nas escolas de educação básica, formando a população brasileira para o desenvolvimento integral de suas potencialidades?

Quanto falta para o discurso do "Professor por vocação" vai ser superado pelo "Professor profissional"? 

Eu estudei muito para ocupar o cargo que ocupo, tenho conhecimento e talento para oferecer o melhor aos meus alunos e faço um trabalho pedagógico de extrema qualidade.

Por isso sempre estarei na luta pelo direito do aluno por uma educação de qualidade e na luta por melhores condições de trabalho e salário digno aos professores de todo o país.

A seguir, faço das palavras de Juremir Machado a minha bandeira!



Salário de professor
Juremir Machado da Silva

Na boa, o que tem de safado e de charlatão neste mundo! Especialistas de araque, que enchem os bolsos dando pareceres sob encomenda, inventaram um argumento cretino para relativizar as demandas de professores por aumento de remuneração: salário não garante qualidade nem dobra o aprendizado dos alunos. É a sacanagem na milésima potência. Segundo o último Censo do IBGE, as carreiras de professor de ensino fundamental e médio continuam tendo as piores compensações salariais do Brasil em relação a todas as outras de profissionais com nível superior. Um professor de ensino fundamental ganha em média 59% do que recebe um outro trabalhador formado em universidade.
Salário é determinante. Pagar bem permite atrair os melhores. Ganhar bem possibilita atualizar-se, ir ao cinema, viajar, comprar livros, abrir horizontes, manter-se motivado, fazer cursos e tudo o que se sabe e vale para qualquer profissão. Vá dizer a um juiz que ganhar bem não dobra a qualidade das suas sentenças! Explique a um alto executivo que a qualidade da sua gestão não está diretamente relacionada aos seus ganhos. Convença um centroavante que fazer muitos ou poucos gols nada tem a ver com o que ele embolsa no final do mês. O Brasil mente em termos de educação. A hipocrisia corre solta. No fundo, a maioria acha que ser professor de ensino fundamental é barbada e, como exige muita gente, tem de pagar pouco mesmo. Se o cara quer ganhar mais, que vá estudar para ser juiz ou alto executivo de algum banco.
Minha função é abalar as crenças de alguns: salário é tudo. Só pode cobrar mérito quem paga decentemente. A questão dos salários dos professores no Brasil tem a ver com (baixo) poder de pressão, prioridades invertidas e péssima distribuição dos recursos públicos entre as diversas prestadoras de serviço. Em bom português, juízes, deputados, promotores e outros ganham muito, professores ganham pouco. É preciso mexer nessa pirâmide. Se o Brasil quiser dar um salto terá de colocar o professor em primeiro lugar. Isso passa por uma elevação substancial de salários. O ovo ou a galinha? Qualificar primeiro para aumentar os salários depois? Aumentar os salários é o caminho para a qualificação. Não se trata de uma relação mecânica, mas complementar. O resto é papo.
O "especialista" que pontifica sobre a relatividade dos salários na relação com o mérito deve realizar o mesmo trabalho, com a mesma convicção, pela metade do que ganha. É tudo lorota. Conversa para professor dormir em pé. Tem consultor pomposo que adora falar em fuga de cérebros. Obviamente para conter esses cérebros geniais é preciso oferecer-lhes salários atrativos. Algumas pistas, a partir dessa ideia, para entender professores: eles têm cérebro, muitos desses cérebros são brilhantes, como qualquer cérebro, o de professor quer ser estimulado e recompensado adequadamente pelo seu trabalho. Continuamos na política nacional da "enrolation": tentar convencer professor a dar tudo, ganhando pouco, por amor ao ofício. Não cola mais. Está na hora da virada. É grana no bolso.
Juremir Machado da Silva | juremir@correiodopovo.com.br

Casa com projeto auto-suficiente

Arquitetos da Catalunha constróem uma residência que gera energia e tem lugar para produzir alimentos

A sustentabilidade e as tecnologias verdes recentemente tomaram conta do mundo do design. Muitos projetos estão sendo desenvolvidos com esses novos conceitos em mente. Destaque entre eles, a Fab Lab House, projetada pelo Instituto de Arquitetura Avançada da Catalunha (IAAC), é exemplo de vida ecológica. A casa gera três vezes a energia que consome e também abriga um pomar, a fim de produzir alimentos. É uma construção auto-suficiente.
fab lab house
A Fab Lab House usa os recursos do sol, da água e do vento para criar um microclima que passivamente melhorar as condições básicas para habitar.
fab lab house
O formato foi pensado pela sua finalidade: a construção sustentável, cujo "a forma segue a energia".
quarto fab lab house
O interior é composto por um dormitório, um loft com camas para os hóspedes, cozinha e banheiro.
fab lab house banheiro
São elementos básicos, presentes na vida dentro de um barco, formato que inspira a construção.
sistema fab lab house
O sistema de controle da casa permite a avaliação detalhada e em tempo real do seu comportamento, bem como sobre sua interação com o meio ambiente, criação de perfis históricos. Além disso, é possível compartilhá-los socialmente.
sala fab lab house
O projeto, que envolveu arquitetos e especialistas de 20 países, além do IAAC, contou com o Centro de Bits e Átomos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e pela rede mundial de Fab Labs.
interior fab lab house
A casa ficou exposta durante um concurso de arquitetura na Europa e recebeu mais de 20 mil visitantes.
fab lab house
Os modelos existentes são cabana (12 metros quadrados), Refúgio (24 metros quadrados), Estúdio (36 metros quadrados), Casa (60 +60 metros quadrados) e Villa (96+96 metros quadrados). Para quem quiser a sua, está disponível para venda, com preços a partir de 45.000 e
uros para a menor.
Fonte: www.clicrbs.com.br

Dez dicas para tornar sua casa mais sustentável

Pequenas mudanças podem tornar sua vida melhor e ajudar a natureza ao mesmo tempo

Atualmente só se fala em sustentabilidade, no presente garantindo o futuro das próximas gerações. Esse contexto também chegou ao mundo do design e da decoração. As construções agora são eco-friendly, ou seja, amigas da natureza. Entre nessa onda do bem e torne a sua casa mais verde e mais comprometida com o ambiente. Confira as dicas abaixo.
ReciclagemSepare o lixo orgânico do reciclável, dividindo este último por tipo: plástico, papel, vidro e metais. Descarte o lixo eletrônico - pilhas, baterias, etc. - em lixos apropriados. Sacolas e plástico e papel são descartáveis, por isso é melhor reutilizá-las quando fizer suas compras ou usar sacolas de pano.
Mas não adianta separar o lixo dentro de casa e depois descartá-lo todo misturado. Informe-se com a prefeitura de sua cidade sobre os horários e os roteiros de coleta seletiva. As administrações de Porto Alegre e de Florianópolis, por exemplo, deixam a informação nos seus respectivos sites. Confira nos links das prefeituras gaúcha e catarinense.
deixe sua casa mais sustentável
Economia de energia É simples: apague a luz quando você não estiver em determinado ambiente. Não deixe a TV ou computador ligados quando você não os estiver usando. Escolha lâmpadas de LED em vez das comuns. Elas são um pouco mais caras, mas usam menos energia e duram mais. Com a LED, você pode ter economia de até 80% no consumo de energia.
Eco-friendly products Procure e use produtos eco-friendly, aqueles que buscam eliminar ou minimizar os efeitos nocivos ao meio ambiente. Geralmente eles são feitos com recursos renováveis e são os mais variados: de limpeza; de higiene; de beleza; de cama, mesa e banho; de vestuário.

Procure nas prateleiras do supermercado por produtos que tenham a classificação "biodegradável" em sua embalagem. Os materiais biodegradáveis se decompõem pela ação de microorganismos, perdendo suas propriedades químicas nocivas em contato com o meio ambiente.

Móveis O eco-friendly também é tendência nos móveis. Em vez de madeira, escolha peças feitas com bambu de reflorestamento, ele é mais barato e mais resistente. Outras alternativas são os móveis feitos de material reciclável como metais, vidro e plástico.
deixe sua casa mais sustentável
Tintas
Quando for pintar sua casa, opte por tintas naturais e ecológicas. Elas são fabricadas com matérias-primas naturais, sem sintéticos ou insumos derivados de petróleo em sua composição. As tintas tradicionais possuem componentes químicos que são prejudicais para a saúde e para o meio ambiente como metais pesados e fungicidas sintéticos.
Ventilação Tente não impedir passagem de vento em sua casa. Deixe que o ar fresco do meio ambiente circule, substituindo o dióxido de carbono (CO2). Prefira ventilador a ar-condicionado. Se for necessário um ar-condicionado, é bom comprar um que utilize fluido refrigerante ecológico. Para ver dicas de como refrescar sua casa no calor, com conforto e economia, clique aqui.
deixe sua casa mais sustentável
Economia de água Não desperdice água. Deixe as torneiras abertas somente quando você realmente precisar. Se possível, utilize um sistema de captação de água de chuva. A água da chuva não é potável, mas pode ser utilizada na lavagem de carros, descarga de vasos sanitários, irrigação de jardim.
Plantas Além de decorar o ambiente, as plantas são ótimas em renovar o ar e desintoxicar o interior de casa. A Hera, o Clorofito, a Jiboia e o Lírio-da-Paz são algumas das plantas que mais purificam o ar.
deixe sua casa mais sustentável
Luz natural
Aproveite, ao máximo, a luz natural. Isso pode ser feito por meio de janelas grandes, paredes de vidro, dispositivos que reflitam e rebatam a luz e clareiem os ambientes. Desta forma, você economiza no uso de lâmpadas.

Não aos descartáveis
Prefira o uso de materiais reutilizavéis. Use talheres, copos e pratos de louça. Além de os descartáveis gerarem lixo, eles demoram para a se decompor.
Fonte: www.clicrbs.com.br

Brasil está entre os quatro líderes mundiais em construções sustentáveis


O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, segundo o gerente técnico do Green Building Council Brasil

O Brasil já ocupa a quarta posição no ranking mundial  de construções sustentáveis, de acordo com o órgão internacional Green Building Council (US GBC). "Começa a despontar como um dos países líderes desse mercado, que vem crescendo muito nos últimos anos", disse à Agência Brasil o gerente técnico do GBC Brasil, Marcos Casado.
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O primeiro prédio sustentável brasileiro foi registrado em 2004. O conceito começou a ganhar força, porém, a partir de 2007, informou Casado. De 2007 até abril de 2012, o Brasil registra um total de 526 empreendimentos sustentáveis, sendo 52 certificados e 474 em processo de certificação no US GBC. Até 2007, eram apenas oito projetos brasileiros certificados.
O ranking mundial é liderado pelos Estados Unidos, com um total de 40.262 construções sustentáveis, seguido pela China, com 869, e os Emirados Árabes Unidos, com 767. Marcos Casado lembrou que, nos EUA, esse processo começou 15 anos antes do que no Brasil. "Eles já têm uma cultura toda transformada para isso e nós ainda estamos nessa etapa inicial de mudar a cultura e provar que é viável trabalhar em cima desse conceito na construção civil, que é um dos setores que mais causam impacto ao meio ambiente."     
Já existe, segundo o gerente técnico do GBC Brasil, o engajamento do setor da construção nesse tipo de mercado, que se mostra bastante aquecido no país e no mundo. Casado destacou que há um conhecimento maior por parte das pessoas, devido aos benefícios  que esse conceito acaba introduzindo na construção. "Eles vão desde a economia dos recursos naturais e a redução dos resíduos, até a redução dos custos operacionais da edificação, depois do seu uso. Isso vem levando as construtoras e grandes empresas a adotar esse conceito."
Para Casado, as construções sustentáveis são uma tendência mundial. "A gente tem hoje, só em certificação Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) no mundo, mais de 60 mil projetos. Então, é uma tendência muito grande e a gente percebe que  esse número cresce a cada dia." Desde agosto de 2011, vem sendo registrado pelo menos um projeto por dia útil no Brasil, buscando certificação. Marcos Casado estima que até o fim de 2012, o número de empreendimentos sustentáveis brasileiros em certificação alcance entre 650 e 700.
Os chamados prédios verdes não têm, entretanto, nível de emissão zero de gás carbônico. "Mas a gente reduz muito esses impactos", explicou o gerente. Em vários países do mundo, já existem prédios autossustentáveis, que geram a própria energia que consomem e neutralizam o carbono emitido. Essa tecnologia, entretanto, ainda não foi implantada no Brasil. "A gente está caminhando para isso. Acredito que,  em breve, em cinco ou dez anos no máximo, a gente vai estar com esses edifícios também no Brasil."
Para os moradores de prédios sustentáveis, também há benefícios, declarou. "Para o usuário comercial ou residencial, a grande vantagem está no custo operacional, porque eu reduzo, em média, em 30% o consumo de energia, entre 30% e 50% o consumo de água, além de diminuir a geração de resíduos." O custo operacional fica, em média,  entre 8% e 9%  mais barato do que em um prédio convencional. Por isso, relatou Casado, os prédios sustentáveis são mais valorizados pelos construtores e apresentam preço mais alto. "A contrapartida vem  no custo operacional. Acaba sendo mais barata  a operação e ele equilibra esse custo financeiro."
O GBC Brasil está iniciando um trabalho com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo  para incorporar o conceito de sustentabilidade também em construções populares. Cobertura verde, aproveitamento da água pluvial, aquecimento solar e aumento do pé direito para melhoria do conforto são alguns dos itens em estudo. "Isso acaba barateando o custo operacional."
O GBC Brasil desenvolve também o projeto da Copa Verde. Estão sendo certificados com o selo de sustentabilidade 12 estádios que se acham em reforma ou em construção nas cidades que sediarão os jogos da Copa do Mundo de 2014. O projeto Greening the Games: How Brazil’s World Cup Is Driving Economic Changes (Tornando os Jogos Verdes: Como a Copa do Brasil Está Levando a Mudanças Econômicas) será apresentado no próximo dia 16 de junho de 2012, no auditório T9 do Riocentro, onde ocorrerá a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.
No dia 18 de junho de 2012, a organização divulgará um documento oficial sobre construção sustentável em evento paralelo à conferência da ONU, no Forte de Copacabana, "visando a expandir essa economia verde no país." O evento é organizado pelas federações das Indústrias dos estados do Rio de Janeiro (Firjan) e São Paulo (Fiesp), entre outras entidades.
Fonte: www.clicrbs.com.br