segunda-feira, 14 de maio de 2012

Um pensamento em espanhol Jorge Luis Borges

Como era o treinamento de um cavaleiro medieval?



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Desde os 7 anos, candidatos a cavaleiro aprendiam a ler e escrever – privilégio para poucos na Europa dos séculos 10 a 14 –, a se portar social e religiosamente, a cavalgar e a batalhar.
Só aos 21 anos, porém, eram aprovados ou não como cavaleiros. Geralmente vindos de famílias nobres, com tradição na cavalaria, os jovens treinavam pesado, mas tinham várias regalias em relação aos camponeses: eram bem alimentados, viviam nos castelos e tinham direito a comprar terrenos e a contratar soldados para defendê-los.
Juntamente com os privilégios, vinham importantes responsabilidades: para com os cristãos (incluindo defender o companheiro de guerra e proteger os pobres e indefesos), para com Deus (considerado até mais importante do que o senhor feudal que o sustentava) e para com as mulheres (o culto à Virgem Maria ganhava força na época, e as damas passaram a ser vistas como donzelas puras e dignas de receber toda cortesia).
Cultura, violência e fé – jovens nobres aprendiam a rezar, cortejar damas, andar a cavalo e batalhar com espadas, lanças e punhos
Puxando pedra
O treino de um escudeiro rolava nos pátios do castelo. Começava com corridas, seguidas de musculação. Os aprendizes puxavam ferro, madeira e pedras, usadas para erguer os muros do castelo. Se colocado ao lado de um gladiador romano, ele pareceria mais magro, porém, mais musculoso.
Jiu-jítsu medieval
O combate corpo a corpo era violento: durante uma batalha, não durava mais do que 30 segundos. Era preciso neutralizar o adversário rapidamente, e os cavaleiros usavam técnicas de imobilização e estrangulamento semelhantes às do jiu-jítsu, arte marcial japonesa criada bem depois, no século 19.
Ensaio brutal
Duas ou três vezes ao ano, os cavaleiros exibiam sua técnica diante do rei e da nobreza. Os torneios eram realizados no campo ou nos castelos e tinham uma programação vasta, que incluía a melee, uma simulação bem realista de uma batalha – não eram raros ferimentos graves e até mortes.
Treino de campo
Se nos torneios os cavaleiros desenferrujavam e exibiam suas técnicas, nas caçadas eles se divertiam. Para os escudeiros, era a chance de mostrar serviço em tempos de paz. Usando lanças e espadas, era preciso mira e destreza para caçar coelhos e força para pegar javalis e cervos.
Tratamento real
Fazia parte da rotina diária de um aprendiz andar a cavalo e pular rapidamente da sela, caindo em pé. Os animais recebiam um tratamento caprichado: eram bem alimentados, lavados com frequência e apresentados diante do rei e do senhor feudal como as verdadeiras estrelas de seu exército.
  • Duelos de lança eram levados tão a sério que o derrotado entregava seu cavalo e suas armas ao vencedor – uma grande humilhação.
  • Só os cavaleiros podiam entrar armados em igrejas. Em tempos de paz e festas religiosas, cumpriam funções cerimoniais.
 
Cavaleiros modernos
Após o século 15, a cavalaria entrou em desuso, mas alguns títulos permaneceram. Hoje, são cavaleiros da coroa inglesa gente como o ator Sean Connery e o cantor Elton John.
Longo aprendizado – ao fim de 14 anos de treino, nem todo pajem virava cavaleiro:
Pajem – indicado pela família aos 7 anos, passava a viver dentro do castelo. Lá, aprendia com monges a catequese e rudimentos de escrita. Treinava corrida e montaria e duelava com armas de madeira
Escudeiro – aos 14 anos, começava a ajudar o cavaleiro em tarefas como vestir a armadura e zelar pela segurança familiar. Nas batalhas, carregava as armas e socorria o cavaleiro se preciso.
Cavaleiro – aos 21 anos, o aprendiz que participou de várias batalhas, realizando feitos heroicos, recebia o título em uma cerimônia real. Se sobrevivesse a batalhas e se aposentasse, virava treinador.
Homens de ferro – a roupa de um cavaleiro era montada em camadas e protegia todos os pontos vitais
Escudo
Pequeno, era usado não apenas para absorver golpes, mas também para contra-atacar. O cavaleiro poderia, por exemplo, utilizá-lo para acertar a cabeça do adversário.
Lança
O comprimento variava de acordo com a tradição do castelo e o objetivo do cavaleiro. As mais curtas podiam ser usadas a pé.
Armadura
Montadas sobre uma cota de malha recoberta, no peito, por uma malha de ferro. O estilo variava, mas todo cavaleiro usava capacete, proteção no pescoço e nas articulações e coberturas para ombros, pernas e peito.
Espada
As armas de corte medievais só eram afiadas nas pontas porque também serviam para golpear. Se fosse preciso, o cavaleiro invertia a espada e golpeava com a empunhadura.
 
Fontes: Knights at Tournament e English Medieval Knight, de Christopher Gravett. Consultoria: Michael Prestwich, professor de história medieval da Universidade de Northumbria, e Helenna Schrader, historiadora e autora de The English Templar.
Fonte:  http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-era-o-treinamento-de-um-cavaleiro-medieval

Maconha reduz um dos sintomas da esclerose múltipla, diz estudo




Espasticidade, o sintoma reduzido, provoca dor e limita os movimentos.

Esclerose múltipla é uma doença que afeta o cérebro e a medula espinhal.



Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) pela revista da Associação Médica Canadense mostrou que fumar maconha é um tratamento eficaz contra um dos sintomas mais comuns e debilitantes da esclerose múltipla.
A esclerose múltipla é uma doença que provoca danos no sistema nervoso central, ou seja, cérebro e medula espinhal. As lesões neurológicas provocam uma série de sintomas no corpo, como a piora de funções que vão desde a visão até o controle da bexiga.
O sintoma abordado na pesquisa, que é aliviado pelo consumo da erva, é a espasticidade. Os músculos passam a funcionar mais que o normal, involuntariamente, o que provoca muitas dores e limita os movimentos.
No estudo, 30 pacientes foram separados em dois grupos, sendo que um fumou maconha e o outro fumou cigarros com outra planta, sem o mesmo efeito. A experiência foi feita durante três dias seguidos, com um cigarro por dia. Depois de 11 dias, a experiência de três dias foi repetida com os grupos invertidos.
O resultado mostrou que a maconha foi superior na redução dos sintomas e da dor dos pacientes. No entanto, o estudo constatou também que a droga teve efeitos sobre a atenção e a concentração dos participantes.
Os autores, pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, nos Estados Unidos, apontaram que é preciso fazer novos estudos para confirmar os resultados e determinar se é possível ter os efeitos benéficos com doses menores.
Fonte:www.globo.com

Moto movida a cocô humano



Não se deixe enganar pelo tamanho: apesar de ocuparem menos espaço, as motos poluem, pelo menos, quatro vez mais do que os automóveis, segundo dados da Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo. Mas, se você é amante das motocas e, também, apaixonado pelo meio ambiente, não precisa desanimar. Os japoneses acabam de desenvolver um combustível alternativo para o veículo: o cocô humano.
Criada pela empresa nipônica Totovocê pensaria em um nome melhor? –, a motocicleta de três rodas Toilet Bike Neo funciona 100% à base de dejetos humanos e o mais incrível é que seu dono jamais passará aperto – literalmente! –, onde quer que esteja, por falta de combustível. Isso porque o assento da moto é um vaso sanitário e, por isso, no momento em que o motorista dá a descarga, seu cocô já começa a ser transformado em biogás pelo veículo.
Apesar de toda a facilidade, os fabricantes alertam: evitar acidentes é um dever de todos e, por isso, não é recomendável se “aliviar” enquanto está dirigindo a moto. Para aqueles que ainda têm problemas na hora de ir ao banheiro, a moto toca músicas para os usuários do banheiro relaxarem – e, quem sabe, tentarem esquecer toda a bizarrice que envolve a situação.
Lançada oficialmente em outubro, a moto está sendo divulgada por todo o Japão – incluindo cidades campeãs em emissões de gases causadores do efeito estufa, como Kyoto e Tóquio – e já está à venda para os nipônicos. Que tal uma dessas no Brasil?
Fonte: Superinteressante